BUSCA - RICARDO GONDIM Fevereiro 22, 2008
Posted by Carlos Barreto in Geral.add a comment

Tenho sede do eterno apesar da minha decepção com os gerenciadores da verdade; apesar do horror que sinto pelos mercadejadores da esperança - eles infantilizam as multidões; apesar da minha ojeriza por quem manipula o sagrado com cinismo.
Busco uma transcendência que enfrente a verdade de existir com tudo o que a vida traz de bom e de ruim. Que o desejo de viajar até Paranapiacaba não me seja uma fuga, apenas uma esperança. Quero uma espiritualidade que reviva a voz profética; que eu não me intimide de lutar contra todas as forças da anti-vida, do Anticristo, do demônico. Quero virar alquimista que faz renascer o sonho da cidade celeste.
Busco uma transcendência que acenda a flama do Espírito, esgote a soberba onipotente e revista a todos de virtude. Desejo a mesma bruma que tanto entesa a caravela como sacode a bandeira no bravo combate. Preciso da coragem que acompanha o sopro primordial. Só com o sussurro silencioso do Supremo assumo coragem de persistir.
Busco uma transcendência suave, delicada como o vôo das pombas, indefesa como o olhar do cordeiro, despretensiosa como o fluir do regato. Necessito esvaziar o desejo de reluzir e resgatar a riqueza da simplicidade. Ainda vou resistir o anseio pelo poder e lembrar a mim mesmo que toda sanha é luciferiana.
Busco uma transcendência que não fuja do palco da vida. Abro mão do mágico para consagrar o cotidiano, para transubstanciar as águas inodoras em vinhos apetitosos, para fazer do quarto de dormir uma cela de oração, para tratar os amigos como discípulos e mestres. Rasgo mapas geopolíticos, desfaço as lógicas colonialistas e chamo a todos de irmãs e irmãos. Exorcizo o medo para empenhar a minha sorte na defesa das mulheres e homens de boa vontade.
Busco uma transcendência que ame o belo e o disforme, o funcional e o deficiente; o lépido e o claudicante. Quero alimentar o ser com tudo o que for louvável e de boa fama. Ainda hei de me emprenhar de virtude.Sem porto para atracar, faço da vida um sempre por navegar, pois viver não é preciso.
Soli Deo Gloria.
O Tapeceiro, o Oleiro e o Sonhador Fevereiro 22, 2008
Posted by wandre in Evangelho, Reflexões.add a comment
Todos temos nossas brigas com Deus! Quem nunca as teve?
Talvez os mais fundamentalistas e “donos da verdade” nunca tenham passado por isso, e só eles! Nem os ateus, creio eu, deixam de passar por isso, pois vivem lutando para negá-lo.
Ora, se eu creio que algo não existe, pra que lutar contra? Nunca saí caçando sacis e mulas-sem-cabeça, e nem preciso escrever livros tais como “Sacis, um delírio”, mas não é esse o tema desta “conversa”.
Quero falar sobre sonhos, o tapeceiro e o oleiro.Não consigo entender um futuro milimetricamente escrito por Deus, como querem alguns. Isso me faria crer que até meus erros foram planejados por Deus, e tudo aquilo que me causou (ou ainda me causa) tanta dor seja uma proposta sádica de um Deus que quer que eu aprenda, na marra, alguma coisa.
Na angústia nasce o irmão… Fevereiro 22, 2008
Posted by wandre in Evangelho, Graça, Reflexões.add a comment
“Em todo tempo ama o amigo e na angústia nasce o irmão” (Provérbios 17:17).
Há cinco anos atrás, eu preguei, em uma de nossas reuniões, uma mensagem que chamei de “Você pode me amar através disto?”.
Na verdade, a idéia do tema não foi minha, mas, naquela ocasião, me inspirei numa frase que ouvi para pregar esta mensagem. Hoje eu gostaria de compartilhar alguns trechos dela com você:
“É muito fácil amar antes da tempestade; muito fácil amar depois da tempestade; mas que tal amar durante e através da tempestade?”.
















