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PERDÃO - RICARDO GONDIM Fevereiro 23, 2008

Posted by Carlos Barreto in Geral.
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Peço perdão a você, mulher, que foi abandonada por seu marido e eu não soube acolher. Minha indiferença à sua dor, muitas vezes em nome de uma programação, dói como uma flechada.

Peço perdão a você, adolescente, que tratei com a mesma rigidez legalista que me foi imposta. Eu acreditava que ela representava a legítima moral cristã. Agora vejo como gerei neuroses. Lamento por ter-lhe imposto um jugo que não carreguei quando tinha a sua idade.

Peço perdão a você, amigo, que me esqueci de agradecer por sua lealdade. Prezo por sua companhia, porém,  reconheço que me atrasei em valorizar seu abraço sincero. Empolguei-me com quem eu considerava talentoso e útil e me esqueci de você, que nunca se impôs com suas competências, mas mostrou qualidades divinas.

Peço perdão a você, senhor, que na tribulação precisou de uma palavra humana. Eu só lhe lhe falei chavões. Em sua doença, agi como um dos amigos de Jó e fui indiferente em sua falência. Sua angústia não me inquietou e eu não me comovi com seu desespero. Perdoe-me!

Peço perdão a você, que constrangi com os meandros da insensatez humana. Negligente, permiti que questiúnculas religiosas vazassem para a arena pública; sei que estive no meio dos escândalos e isso não faz bem a minha alma.

Peço perdão ao meu Deus, por não ter conseguido manter-me altaneiro em minhas atitudes. Eu não soube mostrar a mesma fidalguia de Jesus, a quem professo como Senhor de minha vida.

Resta afirmar que venho tentando ser melhor marido, pai, avô, cidadão, amigo e irmão; e que prometo não desistir tão cedo da tarefa de tornar-me um pouco parecido com meu Mestre.

Soli Deo Gloria.

Aforismos III Fevereiro 23, 2008

Posted by wandre in Reflexões.
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“As passagens da Bíblia que me causam problemas não são aquelas que eu não entendo, mas aquelas que eu entendo…“ (Mark Twain)

“Inútil insistir em perigosas expedições ao Monte Ararat. Os destroços diluviais só podem ser descobertos pelas mãos arqueológicas do Espírito.” (Alysson Amorim)

“O pior perdido é aquele que ainda não achou-se perdido, aquele que por inocência ou conveniência julga-se eleito e separado. O início da salvação está, pois, em achar-se perdido: por isso há tanta luz nos bordéis.” (Alysson Amorim)