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A ARTE DOS ENCONTROS - MARCOS INHAUSER Fevereiro 25, 2008

Posted by Carlos Barreto in Geral.
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Viver é a arte dos encontros e eles
nos fazem ser mais ou menos efetivos
na vida dos outros e na própria vida.


A vida é a arte dos encontros. Há vários tipos encontros na vida. Há aqueles que são inevitáveis. Pode ser a pessoa chata, a grossa, a escandalosa no jeito de se vestir ou falar, a mal-educada, a mal-cheirosa. Lembro-me que estava no aeroporto de Madrid, vi dois casais sujos e fedidos. Pensei: coitado de quem se assentar ao lado deles! E fui eu, naquele Boeing monstruoso que tem cinco assentos na coluna do centro e dois de um lado e dois de outro lado e eu no meio.

Há aqueles encontros na vida que você tem pouquíssima informação sobre a pessoa, às vezes a gente nem sabe o nome, mas elas marcam a vida da gente.

Há aqueles que você sonha em se encontrar com uma pessoa, e quando se encontra, que decepção! Isto aconteceu comigo. Tinha lido vários de um autor uruguaio, um dia o encontrei, fiquei todo contente em conhecê-lo e meia hora depois senti vontade de largar o cara e nunca mais o ver na vida.

Há encontros em que você se sente bem em ter encontrado, ter podido ajudar e nem fica sabendo quem era. Lembro-me de um senhor que me abordou no aeroporto de Miami. Tinha ido para lá sozinho, alguém devia espera-lo, estava há quatro horas no aeroporto e ninguém aparecia. Não falava uma palavra em inglês nem em espanhol. A única coisa que tive que fazer foi levá-lo ao desembarque central, porque havia descido num terminal secundário. Quando encontrou as pessoas que o esperavam, também já aflitas, ele me abraçou e beijou. Nunca soube seu nome, mas ele me marcou.

Há os encontros que ocorrem quando não se espera nada mais. Você fica olhando em volta buscando alguém com quem conversar, precisando de alguém para ouvir e te ouvir e, depois de um tempo, nada acontece. Quando você decide retirar-se, a coisa ocorre. Estes parece que são especiais. É como a pessoa que vem te salvar na última respirada de um quase afogamento. Não é um encontro, é uma salvação!

Há encontros em que as pessoas trocam idéias, compartilham sonhos e fortalecem a vida.

Há encontros em que a pessoas só falam obviedades que nada acrescentam e você fica com a sensação de que está perdendo seu tempo.

Há encontros em que a pessoa só fofoca, denigre ou inveja. Estes nos matam.

Há encontros em que o silêncio é mais proveitoso que as palavras.

Há encontros em que o olhar, o toque, o carinho dispensam as palavras.

Há encontros em que a palavra deve ser bem pesada, pensada, sentida, vivida.

Há encontros em que a vida pára para que as pessoas possam viver.

Há encontros em que a vida dispara porque se tem o desejo de viver tudo em um instante.

Há encontros que são benção e outros maldição. São maldição quando um se sente superior ao outro ou quando um vê o outro como objeto dos seus desejos ou fonte de recursos. Também o são quando, ao invés de ser encontros são trombadas, porque não propiciam a taquicardia do olhar no olho, do toque suave, do cheiro, do abraço, do confiar, do ajudar, do chorar juntos, antes promovem feridas. São benção quando se percebe que você e a outra pessoa são honestas e se abrem e dizem o que pensam, sonham e compartilham a vida. 

Por que as pessoas gostam de apanhar na “igreja”? Fevereiro 25, 2008

Posted by wandre in Cartas, Reflexões.
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From: POR QUÊ AS PESSOAS PARECEM GOSTAR DE APANHAR NA “IGREJA”?
To: caminhojovem@grupos.com.br
Subject: Sobre a submissão das pessoas à tirania…
Date: Fri, 28 Apr 2006 13:04:25

Fonseca, querido amigo e amado irmão, a quem eu desejo muita paz, graça e todo o bem,

Muito obrigado pelo seu carinho e amor, e saiba que a recíproca é verdadeira!

Aperta-me o coração de ver a crueldade que se faz às pessoas, em nome de Jesus! Tal sentimento desemboca em indignação, como uma força motriz, assim como Jesus arrasou com a feira dentro do templo. Até Jesus ficava puto com esse povo!

Por que isso, Fonseca? Por que muitos fazem essas crueldades, destroem vidas, enchem de sentimento de culpa, prisionam, amendrontam, fazem o outro se sentir um lixo, tudo em nome de Deus, como se Ele quisesse isso?

E o pior: por que os que sofrem tais coisas se deixam levar por elas, aceitam, aplaudem, defendem, para, depois, serem “mortos” pelas mesmas?

Ah, meu Deus! Dê visão aos que estão cegos e só apalpam onde a víbora pode morder e o urso despedaçar!

Abraços,

Alysson
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Resposta do Fonseca:

Meu querido amigo Alysson.

Eu poderia tentar responder essa pergunta, que é a mesma pergunta que eu
faço para mim mesmo, sempre.

Porém eu acho que o Caio Fábio saberia responder com mais propriedade do que
eu, já que a quilometragem dele é maior do que a minha; e que nele eu descobri alguém que ama ao próximo mais ainda do que eu julgava eu mesmo amar; e que eu descobri nele alguém que ama mais a Jesus Cristo do que eu julgava eu mesmo amar.

Darei, pois, a ele, ao Caio, a bênção para nós dois de responder essa sua
pergunta tão pertinente, que é a mesma pergunta do meu coração.

Seu amigo e amado irmão em Cristo.

Fonseca
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Amadíssimos Alysson e Fonseca: irmãos, amigos e confiantes companheiros de jornada: toda Graça e toda Paz!

Poderíamos fazer uma longa, longa viagem, a fim de responder essa questão; indo da psicologia à história dos povos; indo da construção pagã que se instalou na alma humana, pela queda e pelo pecado, até aos surtos de magalomania que acomente aos tão inseguros, que seguram tudo e todos; aos que de tão inseguros, se entregam a tudo e a todo aquele que os poupar de assumirem responsabilidades próprias.

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