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A Pesquisa de Jesus setembro 24, 2007

Posted by Alexandre Araújo in Reflexões.
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Quem a multidão diz que eu sou? — indagou Jesus de Seus discípulos enquanto andavam na direção do Monte Hermon, no Norte do país, até a cidade de Cesareia de Felipe, erguida no sopé da montanha.

Responderam eles: Uns dizem que é João, o Batista; outros, Elias; outros, Jeremias, ou algum dos profetas. Mateus 16:14

Ora, entre a classe educada e culta dos judeus, o que se dizia de Jesus era que Ele era louco, endemoninhado, samaritano surtado, blasfemo, demolidor do Templo, destruidor da Lei, transgressor dos costumes, e um aproveitador da ingenuidade da plebe que nada sabia de religião; ou seja: da lei.

Isto, porém, era o que eles diziam em seu ódio apaixonado e ardente de inveja e de temor de perda de poder. No entanto, nem todos pensavam conforme diziam e confessavam; pois, houve quem dissesse: “agora ele fez um sinal que não podemos negar [a ressurreição de Lázaro], se o deixarmos, virão os romanos e tomarão nossos postos e o país”; e completa João: “pois por inveja o entregaram.

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Re-cor-tes… setembro 20, 2007

Posted by Alexandre Araújo in Reflexões.
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Deus não tem nenhum altar de culto fora do amor ao próximo! Quem não entendeu isso ainda nada compreendeu do Evangelho!

Ninguém que tenha se viciado no vinagre dirá que o vinho novo é excelente.

O Milagre é a Vida setembro 20, 2007

Posted by Alexandre Araújo in Reflexões.
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Quem não discerne que o milagre é a vida, e que o resto que de bom seja, é apenas força e alegria para viver — nunca aprenderá a viver nesta terra de nascimentos chorados, de gozos doídos, de partos arrancados, de uniões entre espinhos; e de necessidade de paciência e perseverança em amor, assim como se necessita de pão, água, ar e calor.

No domingo, já tarde para uma casa em saudade, uma moça veio aqui e entrou no quarto de minha mãe e jogou-se em cima dela, que dormia, dizendo: “Como eu vou viver sem ele?” E gritava isto com insistência, assustando minha mãe. Eu peguei a moça e a levei para a garagem da casa e conversei com ela.

“Você não sabe o que é ficar sem ele!…” — me afirmava ela, que vinha aqui de tempos em tempos, e apenas quando não tinha outra alternativa, em razão da escolha suicida que ela fez e que mantém: viver cheirando pó.

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Entrevista com Bono (U2) – Parte 1 setembro 18, 2007

Posted by Alexandre Araújo in Geral, Outros, Vídeos.
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Entrevista com Bono (U2) – Parte 2 setembro 18, 2007

Posted by Alexandre Araújo in Geral, Outros, Vídeos.
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O HOMEM QUE NÃO QUERIA NADA… — pois tinha tudo! setembro 18, 2007

Posted by Alexandre Araújo in Devocionais, Reflexões.
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Papai era um homem que só pegava o que todos deixavam.

Nunca o vi candidatar-se a nada. E tudo o que teve foi porque ninguém queria.

Um menino aleijado e que se arrasta sobre as mãos até aos 8 anos, acostuma-se ao que sobra: sobra o chão.

Depois, de muletas, sempre procurava lugares onde não o balançassem muito. Por isso gostava dos cantinhos que todos rejeitam.

Antes de ficar idoso e ter os privilégios dados aos velhos, como cadeira de rodas em lugares como aeroportos, ele nunca embarcava na frente dos demais, apesar da muleta [que justificaria tais privilégios] — ele era sempre o último.

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UM SONHO E 31 LIÇÕES DE PAPAI – entre milhares setembro 18, 2007

Posted by Alexandre Araújo in Devocionais, Reflexões.
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São 17 horas do dia 15 de setembro. Acabo de acordar de uma soneca depois do almoço. Vou pregar via Internet para o La Salle, em Brasília daqui a pouco.

Dormi e sonhei que estava chorando…

Dizia: “Oh, meu paizinho!… Faltou ainda tanto pra gente conversar… Você foi antes da gente conversar as últimas coisas…”.

Então o vi, rindo, feliz, e cheio de amor, como sempre. Era uma glória singela.

“Não meu filho! Tudo foi falado. Por que você acha que fiquei aqueles quase quarenta dias no deserto? Ah, meu filhinho! Foi só pra vocês se prepararem e se encherem de fé para a minha partida, e para depois dela!…”.

“Então você sabia o tempo todo?…”.

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PAIZINHO: ESSA SERIA SÓ PRA O SENHOR! setembro 16, 2007

Posted by Alexandre Araújo in Devocionais, Reflexões.
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Ah! Meu paizinho. Ainda bem que o senhor não pode me ouvir!

Pois, de fato, paizinho, eu estou comendo no seu pratinho, com toda a alegria, a perfeição de sua vida e de sua partida [O PRATINHO DE MEU PAI].

Mas pai, enquanto o choro lava, dói; e enquanto alegro-me em sua vida, me arrebento; ao mesmo tempo em que me faz sentir o mais bem-aventurados dos filhos, me faz sentir também o mais saudoso de todos eles.

É tão maravilhoso ser seu filho que dói muito ter que esperar para rever senhor.

Mas aprendi com o senhor: o senhor vicissitude pode virar senhor necessidade; e que se tornará uma grande alegria [PAPAI: SENHOR VICISSITUDE E SENHOR NECESSIDADE].

Hoje, por Graça, não é vicissitude e nem necessidade: é vicissidade, papai.

Mas a bem-aventurança que chora é a mesma que faz andar em consolação!

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PAPAI: conhecimento de Deus e auto-conhecimento… setembro 14, 2007

Posted by Alexandre Araújo in Devocionais, Reflexões.
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Uma vez contatado o fato que papai tinha que tirar a próstata, conserta a bexiga imensa, tirar um cisto do rim direito e um câncer do rim esquerdo — eu fiz de tudo a fim de dissuadi-lo da cirurgia.

“Tire a próstata papai e ajeite a bexiga, mas fique aí”, eu dizia a ele insistentemente.

Mas a lógica dele era outra:

“Meu filho, eu já passei para a eternidade, está na hora; além disso, que proveito tenho eu de aqui ficar sem poder servir? Também, o que pode me acontecer que não me ponha diante do meu Senhor? Posso morrer na cirurgia, posso partir nos pós-cirúrgico, ou posso sobreviver um tempo e partir… Mas em todo caso eu vou estar com Jesus. Então, está tudo bem meu filho!”

À semelhança de José, com toda tranqüilidade, reuniu a todos e deu instruções. Deu conselhos e fez muitas recomendações. E dormiu cedo na véspera… E acordou e saiu para resolver coisas… Chegada à hora de irmos, ele não fez despedidas, apenas foi… Não falou muito na viagem, mas estava tranqüilo. Apenas abraçava sua grande companheira: a muletinha.

O que me impressionou deveras foi a paz desse homem que vai como um cordeiro mudo para o matadouro e o faz com sorrisos e com palavras de ânimo. Ao ver minhas manas chorando, disse: “Ânimo meninas! Ânimo!”.

E mais: ele se auto-diagnosticou durante todo o processo:

Saiu da cirurgia inicial perguntando se tinham mexido também no intestino dele, o qual, nada tinha. Depois é que se viu que a septicemia era oriunda do intestino; operou-se e acabou a septicemia.

“Caio Fábio, meu filho! Não se preocupe com a diurese, mas sim com o sangue!” — disse ele a mim e ao Dr. Marcel. Ora, depois veio o quadro mortal e milagrosamente revertido da dyscrasia do sangue. Milagre instantâneo.

Toda vez que eu dizia que estava chegando a hora dele voltar pra casa, ele se agitava e dizia com os olhos que não seria assim…

Em outras palavras: parece que ele era o único que de fato sabia tudo o que o aguardava.

Nosso encontro de amanhã às 14 horas, antes de o levarmos ao cemitério para o sepultamento, será um culto de louvor e muita gratidão no espírito.

Papai é um daqueles que, mesmo em meio à saudade, nos faz saltar ao redor do caixão e da tumba, e indagar com Paulo:

“Onde está ó morte a tua vitória? Onde está ó morte o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a Lei. Mas graças a Deus que em Jesus Cristo nós temos a vitória!”

Partiu para a morte de olhos bem abertos e sem nada além de paz, confiança e certeza da glória!

Ah! Como eu amei, amo e amarei sempre esse meu pai que é mais que pai, e que é meu mestre e minha melhor consciência entre os homens!

Nele, que é Aquele que faz brincadeira de roda à volta de sepulcros, perguntado: “Onde está ó morte a tua vitória? Onde está ó morte o teu aguilhão?”.

Caio

14/09/07
Manaus
AM

PAPAI: SENHOR VICISSITUDE E SENHOR NECESSIDADE setembro 14, 2007

Posted by Alexandre Araújo in Devocionais, Reflexões.
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Quando a próstata de papai ficou tão grande que empurrou a bexiga e criou um imenso divertículo, e ele, em razão disso, parou de urinar, há cerca de quatro meses, puseram uma sonda nele, pela qual a urina saía; e, no início, ele tinha que despejar o liquido numa vasilha [só depois veio o saquinho plástico].

Então ele comprou dois copos de alumínio: um maior, para a urina e outro menor, para a água que ele bebia em abundancia, a vida toda.

Ambos os copos têm uma tampinha que veda a entrada, a qual é removível para que se use o vasilhame.

Senhor Vicissitude foi o nome que ele deu ao copo da urina; e Senhor Necessidade ao copo da água. Mas quando veio o dreno via saquinho, ele já não precisava mais do Senhor Vicissitude e, por isso, o chamou de Senhor Necessidade, e passou a beber água onde antes ele despejava urina.

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