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Neurose de santidade janeiro 29, 2008

Posted by wandre in Cartas.
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De: NEUROSE DE SANTIDADE Para: contato@caiofabio.com Assunto: Ainda sobre santidade e o sumiço de Deus… Data: 22/09/04 09:11

Querido Caio, meu pastor. Recebi tua resposta há alguns meses e desde então tenho tentado digeri-la—e mais: vivê-la! Só que como você mesmo nos ensina aqui, tudo é fácil quando não estamos vivendo, quando não estamos no olho do furacão. Daí porque eu re-alimento a questão (recalques, eu sei), perguntando: “Se a santidade vem de Deus e não do homem, por que eu me bato tanto (poderia ter escrito esmurro também) pra conseguir me apropriar dela e pra conseguir ser santo e não ferir a Santidade de Deus?” Cara, você deve ter noção sim de como é horrível a gente estar em luta conosco mesmo a todo o momento. A luta de não querer, como se lê na Bíblia, entristecer o Espírito Santo… Cara, eu sinto nestes últimos dias que Ele simplesmente foi embora. Sumiu. Abandonou-me. Ou eu teria abandonado Ele? Nem sei se agora peço a sua ajuda. Só sei que pra mim tá difícil. São dias tristes em que a Graça parece passar à minha frente sem que eu consiga tomar posse dela… Tomar posse… Ah! Cara, eu tô de saco desse negócio de religião! De ficar repetindo palavras do tipo “o meu casamento é o melhor!”… etc… etc … etc…, como se pela repetição a gente fosse se apropriar de algo… Pode até ser que sim, que alguém se aproprie, mas fica por ali um cheiro de maracutaia. Mas, ao mesmo tempo, eu leio o último texto publicado hoje (26.08) da resposta ao nervoso rapaz chamado de fariseu, e encontro na fala dele, aqui e ali algo que me chama. Algo de religioso que sussurra aos meus ouvidos: “Vem, vem…”. Taí, desculpa Caio, sou mais uma alma infeliz e conturbada a te escrever…

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O OLHO MÁGICO – RICARDO GONDIM janeiro 28, 2008

Posted by Carlos Barreto in Artigos.
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O drama humano angustia e, muitas vezes, nos abandona desesperançados. Existem mais tristezas que a alma pode suportar. Sequer sei se conseguirei narrar este conto. Ele contem os ingredientes de um drama cruel. Aceitei a incumbência de relatar alguns detalhes desta tragédia, porque Carla me pediu e nutro um ingênuo e tolo desejo de evitar desfechos tão tristes. Como escritor, sofrerei mais que você, parceiro de ficção.

Conheci Ivan quando experimentava minha doce infância. Nossos verdes anos, contudo, passaram rápido. Nem percebemos quando desafinamos a voz, passamos a suar debaixo dos braços e a ter polução noturna. De repente nos vimos adolescentes.

Prestei atenção ao Ivan ainda em nosso primeiro dia na escola. Ele desceu do ônibus trazido pela mão de sua mãe, mas aparentava perfeito domínio do mundo. Enquanto eu tremia na hora em que mamãe me empurrava pelas portas do enorme prédio que dava para o espantoso pátio, Ivan, de calças curtas azuis e camiseta amarela, palmilhava o novo habitat como um lobo. Lépido, corria como se freqüentasse aquele mundo há anos.

Ficamos amigos. Ele sempre falou manso, baixinho e em ritmo lento; seus gestos acompanhavam a melodia da voz. Mesmo assim, sua alma o denunciava; o frenesi nos olhos de Ivan não deixavam esconder que era irrequieto. (mais…)

A NATUREZA HUMANA janeiro 28, 2008

Posted by Alexandre Araújo in Artigos, Reflexões.
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No evangelho de João está dito que Jesus não se “confiava a ninguém, pois Ele bem sabia o que era a natureza humana”.

Foi meu pai quem me chamou atenção para essa passagem quando eu ainda era bem novinho na fé, nos primeiros meses da caminhada.

De fato, algo havia acontecido a uma pessoa que me parecia inatingível por problemas humanos do tipo: luxuria e lascívia — e eu fiquei escandalizado.

“Mas ele é um homem de Deus, prega com unção e sabedoria, sabe a verdade, então, por que isto está acontecendo com ele?” — indaguei mais angustiado com o que poderia acontecer a mim, do que de fato com a própria pessoa. E fui logo ficando revoltado, sem saber que minha raiva dele era medo acerca do que eu mesmo poderia fazer e não queria admitir para minha própria sobrevivência espiritual.
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Os amplexos dos sem-nexo: um desabafo. janeiro 25, 2008

Posted by wandre in Reflexões.
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“Há pecado até na nossa santidade, há incredulidade na nossa fé; há ódio no nosso próprio amor; há lama de serpente na mais bela flor do nosso jardim.” C.H. Spurgeon

A bandidagem também se cinge de estola.

A máfia também constrói torres e põe nelas cruzes e sinos.

A pedofilia também veste camisa clerical.

A dissimulação também usa a Bíblia.

A malandragem também faz apologia da Cruz.

A hipocrisia também vai orar.

O sofisma também prega.

A sem-vergonhice também faz exegese bíblica.

A mentira também profetiza.

A tolice também discursa o Reino de Deus.

O legalismo também fala sobre Graça.

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O Deus bailarino janeiro 23, 2008

Posted by wandre in Reflexões.
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Quem acredita num mundo onde cada ser e cada relação é singular não consegue se submeter a esquemas, não confia em métodos nem se impressiona com estatísticas.

O que acreditamos a respeito de uma coisa determina a maneira como nos relacionamos com ela. Eu, por exemplo, gosto de brincar com cachorros, mas se percebo que um cachorro é bravo, fico longe dele; mas se é brincalhão, chego perto. Assim é também com o mundo. Antigamente, acreditava-se que o mundo era uma estrutura hierarquizada, sempre do mais complexo ou poderoso para o mais simples ou fraco, sendo que Deus ocupava o topo da pirâmide. O imaginário das pessoas era construído a partir das relações entre reis e súditos, senhores e escravos, generais e soldados, e assim por diante. Cada um tinha seu papel e quase todo mundo se respeitava. Naquela época, a Igreja tinha autoridade, e quem não concordava com o que ela dizia morria na fogueira – mesmo que essa Igreja dissesse que índios e escravos não tinham alma e que o sol girava ao redor da Terra.

Quem acredita numa realidade estruturada a partir de autoridade e poder acha que a fé em Deus resolve tudo; afinal de contas, “agindo Deus, quem impedirá?”. Basta orar com fé e esperar a cura, a prosperidade, a volta do marido, a libertação do filho, enfim, a solução de qualquer problema. Deus manda, o resto obedece. Tudo quanto se tem a fazer é aprender os truques para fazer Deus mandar exatamente o que a gente quer que ele mande. Surgem então as correntes de fé e as ofertas compensadoras da falta de fé, e, principalmente, os gurus que sabem manipular Deus em favor de quem paga bem. Feitiçaria pura.

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In This World (Moby) janeiro 23, 2008

Posted by Alexandre Araújo in Reflexões, Vídeos.
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(4x)
Lordy don’t leave me all by myself
Papai do céu não me deixe por mim mesmo

(3x)
Good time’s the devil i’m a force of heaven
Bons tempos para o demônio. Eu sou a força do céu.

(3x)
Lordy don’t leave me all by myself
Papai do céu não me deixe por mim mesmo

(2x)
So many time’s i’m down down down… (with the ground)
Muitas vezes eu me sinto triste, triste, triste… (triste no chão)

(3x)
Lordy don’t leave me all by myself
Papai do céu não me deixe por mim mesmo

(2x)
Whoa, in this world
Nossa! Eu neste mundo…

(1x)
Lordy don’t leave me all by myself
Papai do céu não me deixe por mim mesmo

Aforismos II janeiro 22, 2008

Posted by wandre in Reflexões.
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“Fé é não querer saber a verdade.Friedrich Nietzsche

“Com ou sem religião ainda haveria gente boa fazendo coisas boas e gente má fazendo coisas más. Para gente boa fazer coisas más é preciso religião.”Steven Weinberg

“A religião cria o tipo mais útil de escravos: os que pensam que são livres.” Paul Hampson

“Não é que eu não goste de Deus; é o fã-clube dele que eu não suporto.” K. Lindberg

“O fato de um crente ser mais feliz do que um ateu não prova mais do que um bêbado ser mais feliz do que um homem sóbrio.”George Bernard Shaw

“Diga o que quiser sobre o doce milagre da fé que nada questiona, considero a capacidade para ela aterrorizadora e absolutamente vil.”Kurt Vonnegut

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O Pink e o Cérebro janeiro 18, 2008

Posted by wandre in Reflexões.
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Os estúdios da Warner Bros. em parceria com o famoso cineasta Steven Spielberg, criaram a alguns anos um desenho animado curioso, “O Pink e o Cérebro”. O desenho narra as aventuras de dois ratos de laboratório, onde o “Cérebro” é um rato baixinho e com uma gigantesca cabeça, que além de muito inteligente, também é acometido de uma megalomania crônica, cujo objetivo diário é “tentar dominar o mundo”, e o seu parceiro o “Pink” é um rato mais alto que adora se exercitar na sua gaiola, cuja imbecilidade acaba sempre estragando os planos maquiavélicos do Cérebro. Eles são parceiros inseparáveis, cujos interesses convergem apenas no fato que o Pink vê no Cérebro o seu melhor amigo, e o Cérebro vê no Pink apenas uma “mão-de-obra” barata.

Há neste desenho animado uma parábola pós-moderna das relações eclesiásticas, dos interesses que permeiam a cristandade evangélica dos nossos dias. Mas o que é uma parábola? A parábola é uma forma de contar uma verdade, utilizando-se de elementos do cotidiano. Essa era a forma preferida utilizada por Jesus para falar as verdades eternas do Reino de Deus para as pessoas comuns, de modo que os mais simples poderiam alcançar a compreensão das suas palavras, e quiçá, os significados profundos dos seus ensinamentos.

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Conselhos janeiro 16, 2008

Posted by wandre in Reflexões.
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Não assuma compromissos do tipo “vou iniciar uma dieta”, “vou começar alguma atividade física”, “vou terminar o curso de inglês”. Esse tipo de coisa serve apenas para acumular culpa e frustração sobre os seus ombros.

Não acredite nesse pessoal que diz que “sem meta você não vai a lugar nenhum”. Pergunte a eles por que, afinal de contas, você tem que ir a algum lugar. Trate esses “lugares futuros imaginários” apenas como referência para a maneira como você vive hoje – faça valer a caminhada: se você chegar lá, chegou, se não chegar, não terá do que se arrepender. A felicidade não é um lugar aonde se chega, mas um jeito como se vai.

Não pense que você vai conseguir dar uma guinada na vida apenas mudando o seu visual. É a alegria do coração que dá beleza ao rosto, e não a beleza do rosto que dá alegria ao coração.

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Pessoas não mudam janeiro 16, 2008

Posted by wandre in Reflexões.
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Todos tendem a permanecer sendo o que sempre foram; é preciso aprender a conviver com os outros como eles são

Pessoas não mudam. Elas falam em mudar, mas não mudam. Na verdade, mudam apenas quando não têm outra alternativa. Essa é a tese de Po Bronson em seu livro O que devo fazer da minha vida? (Editora Nova Fronteira), onde relata quarenta histórias tiradas de 900 entrevistas com gente de tudo que é tipo.
Na verdade, Po Bronson é um otimista. Em novembro de 2004, a megacorporação IBM realizou sua conferência de “Inovação Global”, quando reuniu alguns dos melhores cérebros do planeta para propor avanços científicos e tecnológicos capazes de solucionar os grandes problemas mundiais. No topo da agenda estava o setor da saúde, que custa aos Estados Unidos 1,8 trilhão de dólares anuais (três vezes o PIB do Brasil). A grande conclusão a que chegaram foi que muito desta dinheirama seria economizada se as pessoas estivessem dispostas a mudar seus hábitos alimentares e seu estilo de vida. Mas uma pesquisa realizada para subsidiar a discussão mostrou que, mesmo diante da morte iminente, apenas uma entre 10 pessoas mudam seu jeito de pensar e agir. Em outras palavras, para a pergunta: “Se fosse dada a você a opção de morrer ou mudar, o que escolheria?” De cada 10 pessoas, apenas uma escolheria mudar.

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