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É simples assim! janeiro 12, 2008

Posted by wandre in Reflexões.
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Nossa capacidade de complicar o que é essencialmente simples, é realmente fenomenal. Fico pensando em como há pessoas que sempre preferem os relacionamentos mais melindrosos; as situações mais complexas e as respostas mais difíceis. Parece mesmo que gostamos de tornar as coisas sempre mais difíceis, misteriosas e irresolúveis.

Há pessoas que sentem verdadeira atração por relacionamentos sofridos e conturbados. Quanto mais são rejeitadas, mas sentem-se seduzidas. Quanto mais padecem, mais sentem-se ligadas ao que lhes traz dor e sofrimento. Mas, não percebem que estão punindo a si mesmas. Não percebem que desenvolveram um padrão psicológico de prazer completamente adoecido e auto-destrutivo.

A Bíblia diz que Deus criou tudo formoso em seu tempo; que Ele fez o homem reto, mas este se entregou a muitas vaidades. Em outras palavras, por mais complexo que seja o universo que Deus formou, ele não é um emaranhado irresolúvel. Ele tem sentido e objetividade. Não é algo tolo e sem razão de ser. Por mais complexo que seja, ele é também simples.

Quando eu penso no nosso caminhar com Deus, eu vejo sua extrema simplicidade. É claro que as pessoas querem complicar tudo. Elas criam seus próprios manuais de espiritualidade e outros compêndios de interpretação dos próprios manuais que criaram. E quando os outros vêem isto, pensam que quanto mais complicado é algo; mais profundo se torna. O fato é que isto não é verdade.

Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim”. Ele disse: “Eu sou a porta; quem entrar por mim, salvar-se-a; entrará e sairá, e encontrará pastagens”. Ele disse: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crer em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá eternamente”. Ele disse: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas. As minhas ovelhas ouvem a minha voz e me seguem”. Ele disse: “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim, jamais terá fome; e o que crê em mim, jamais terá sede”.

Caminho, verdade, vida, porta, ressurreição, o bom pastor. o pão do céu – foi assim que Jesus se auto-descreveu para os que o buscavam. Eu ando neste caminho; eu creio nesta verdade; eu vivo esta vida; eu experimento esta ressurreição, eu sigo este bom pastor; eu me alimento deste pão do céu.

Isto nada tem haver com religiosidade; isto é apenas vida. Jesus caminhava pelas praias da Galiléia e chamava pessoas a segui-lo. Não havia uma grande catedral; nem projetos para construção de uma grande monumento ao seu nome. O culto era na vida e a vida era o culto. Ele ia ao templo em Jerusalém; mas subia aos montes para orar. Ele entrava nas sinagogas; mas pregava nas praias e nas campinas. Ele conversava com os religiosos; mas comia com as pessoas simples do povo.

Na verdade, quando lemos o livro de Atos e a história dos primeiros duzentos anos de vida da igreja, tudo é muito simples e descomplicado. É claro que a igreja não era perfeita. E eles estavam apenas começando a caminhada. Mas, tudo que parecia importar era seguir a Jesus. Apenas seguir a Jesus e torná-lo conhecido.

Parece que nos nossos dias somos tão infantis e imaturos, que estamos preocupados em ser. literalmente, como a igreja daqueles dias. Queremos um modelo institucional. Mas, o livro de Atos não é um livro de doutrina; é um livro histórico. Ele apenas relata de forma maravilhosa o que Jesus continuou a fazer e a ensinar pelo Seu Espírito na vida dos seus seguidores. O objetivo não era nos dar um manual de eclesiologia ou nos dar a forma que precisamos ter na nossa liturgia. O objetivo era contar a história dos feitos do Espírito Santo através daqueles irmãos e irmãs em Cristo.

Mas, como nós estamos mais preocupados em descobrir uma fórmula que nos torne bem sucedidos do que em seguir o Espírito Santo; acabamos perdendo o sentido de tudo. E é aí que nos tornamos absolutamente tolos e insensatos em nosso proceder. Queremos títulos, posições, organizações e atividades, pensando que é disto que precisamos. Mas, Jesus disse que o “vento sopra onde quer, e não sabes de onde vem e nem para onde vai. Assim é todo aquele que é nascido do Espírito”. Ou como diz em Eclesiastes “assim como não sabes o caminho do vento, assim também não sabes as obras de Deus”. A verdade é andar com Jesus fala desta liberdade e vida.

Mas, na nossa infantilidade e superficialidade passamos a usar algumas palavras como verdadeiros mantras e chavões, identificando todos aqueles que as usam como se estivessem por dentro do que costumamos chamar de “mover”. Cada década tem suas próprias palavras, ênfases e chavões. Sempre foi assim, e apenas os que estão chegando agora, ainda não sabem disto. A questão é: Onde está tudo isto na Bíblia?

Já percebeu que se lermos a Bíblia com verdadeira honestidade intelectual vamos ter que colocar de lado uns 80% de tudo que estamos vendo nos nossos dias?

Nòs tornamos tudo tão complicado e difícil que nem nós desfrutamos da alegria da salvação, e nem deixamos que ninguém a desfrute. Porque a lista de pecados é tão extensa e as regras a serem seguidas tão numerosas, que a maioria desiste na metade do caminho. Que diferença de Jesus quando disse que Seu jugo é suave e Seu fardo é leve. Ou, mesmo dos líderes da igreja, em Atos 15, quando escrevendo para os gentios, falaram apenas do absolutamente essencial, dentro da mentalidade de que o justo viverá pela fé e não por suas obras de justiça.

Pense em como tornamos tudo tão complexo. A pessoa tem que passar por libertações, renúncias, orações, ministrações, retiros, cursos, discipulados, treinamentos e aprimoramentos, Tudo para poder ser um seguidor de Jesus. Mas, a pergunta é: Era assim com Jesus? Era assim com os discípulos? Ou será que tudo isto não passa de nossas próprias viagens e devaneios em nome da fé?

É claro que precisamos estudar a Palavra e aprender seus ensinamentos; mas será que não é mais simples do que as pessoas estão fazendo parecer ser? É claro que há pessoas que precisam de libertação de opressões espirituais, mas será que é do jeito que está sendo feito? Ou será que esta não é uma fórmula “made in Brasil”?

Ricardo Gondim em um de seus livros fala que nos nossos dias o que importa não é mais “o que é certo; mas, sim, o que dá certo”. E é a pura verdade.

Mas, para quem já está cansado de tantas complicações e quer apenas seguir Jesus, com o coração alegre e sem perturbação, fica esta palavra. Deixe que os complicados se compliquem mais ainda. Deixe que os místicos continuem mistificando suas vidas. Deixe os insensatos continuarem seus devaneios e viagens. Apenas siga em paz. Seja feliz. Siga a Jesus com a sinceridade do seu coração. Bem aventurado aquele que não se condena naquilo que aprova.

Pedro fala, em suas epístolas, de pessoas que viviam em suas mistificações. São pessoas que acham que Deus fala com elas a cada dez minutos e vivem em um mundo paralelo onde só elas sabem a vontade divina. Outros há que vivem apregoando grandes chuvas, quando são apenas nuvens carregadas pelos ventos. Mas, por que agir assim? Jesus é manso e humilde de coração. E, quando nós o seguimos, encontramos descanso para as nossas almas. Não é isto que nós mais precisamos?

Jesus não veio fundar uma religião. Ele não veio criar um colégio apostólico e organizar uma autoridade eclesiástica sobre a terra. Ele não veio estabelecer ritos e tradições. Ele veio buscar e salvar o que se havia perdido. Ele veio para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. Ele veio trazer vida e vida em abundância.

Já viu como há pessoas se estressando em nome da espiritualidade? Gente vivendo perturbada em nome da fé? Pessoas brigando com a família, discutindo com quem ama, perdendo a paz, por causa de igrejices? Será que isto faz sentido? O que isto tem haver com o reino de Deus, que é justiça, paz e alegria, no Espírito Santo?

Veja como complicamos tudo. A pessoa não pode mais só pregar a Bíblia; ela tem que ter uma “palavra revelada”. Não basta só cantar louvores alegremente a Deus; tem que ter um fluir sobrenatural e ministrações espontâneas. Não pode só entregar a vida a Jesus; tem que passar por quinze reuniões de libertação. Nâo pode só aprender a Bíblia aos poucos; tem que ir para um treinamento intensivo para ser transformado em líder em seis meses. De onde tiramos tudo isto? Não será de nossas vaidades, insatisfações, frustrações, culpas e questões mal resolvidas?

Que tal colocarmos todas as nossas pretensões e vaidades de lado e sermos simples seguidores de Jesus? Que tal pararmos de buscar coisas extraordinárias; grandes feitos, grandes sensações e experîências fantásticas; para, simplesmente, andar com Jesus?

O Evangelho é bonito; se está feio, não é Evangelho. A Palavra de Deus é simples e refrigera a alma; se está complicada demais e trazendo culpa, peso e esmagando a alma, não é Palavra de Deus.

Por favor, posso lhe dar um conselho amigo? Ande no caminho, abrace a verdade e viva a vida. Apenas siga Jesus com um coração sincero e honesto. Ande em paz. É descomplicado assim. É simples, assim!

Pr. Paulo Cardoso

www.encontrocomavida.com.br

 

 

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