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APENAS AME junho 23, 2008

Posted by edcaminho in Reflexões.
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Cada geração deve compreender o significado do Evangelho para si e depois de si para o mundo. O mundo é um produto da consciência e da ação do homem. Para cada consciência um mundo. E se o mundo é a produção do homem num determinado tempo, a cada reconfiguração humana, equivale, também, a um novo mundo.

Assim, o homem medieval chamava de mundo a ambiência psico-social composta por castelos, reinos, batalhas, tabernas, feudos, nobres, clero, hortas familiares e outras coisas do gênero. Por vez, o mundo industrial europeu do séc 17 tinha na fábrica e no proletariado seus pilares. Toda gente vivida naquela época experimentava em graus e oscilações distintas, concepções e sentimentos próprios da sociedade que descobria o trabalho fabril e com ele as injustiças sociais, isso para o enriquecimento ávido de alguns.

O Mundo é tal qual nos parece. E esse parecer é sempre, necessariamente, construído de acordo com os valores e conjunto de princípios daquilo que denominamos tempo. Temos então a essência do mundo: complexa, múltipla e subjetiva, como o próprio homem o é.

Conhecer esse assunto refletindo sobre sua aplicabilidade e valor é pertinente para a encarnação do Evangelho. Jesus foi homem e como tal viveu os mesmos dramas e fatos próprios do mundo chamado Homem. Sim, a cada homem um mundo. O mundo é aquele sistema de coisas, percepções, valores e juízos que habitam meu interior. Minha mente e coração são um cosmo. A interioridade é o que nos move pra fora.

Foi, sempre, a partir da interioridade, do recôndito do ser, das percepções mais entranháveis, dos sentimentos mais latentes, conscientes ou não, que Jesus ensinava.

Pois bem, o assunto homem e mundo pode parecer muito subjetivo, ambíguo, relativo e, portanto, difícil de entender, todavia há algo superior e imprescindível para dar sentido a isso tudo, é o Amor.

Jesus ensinou que o Amor é a essência do evangelho. O apóstolo Paulo disse que o Amor é o vínculo da perfeição e João decretou: Deus é Amor. O amor é o decodificador dos subtextos e hipertextos da vida. É a linguagem universal a qualquer existência, é a regra-geral aplicável a todo ser. Homens ou mulheres, asiáticos ou ocidentais, hindus ou cristãos, ortodoxos ou modernos, gregos ou romanos, todos decodificáveis e dependentes do Amor.

Independente do tempos e do mundo de cada indivíduo, o Amor diz, sempre e livremente, tudo a todos. Nele, as diferenças não cessam, mas não mais geram ameaças, o outro é sempre o outro, mas sempre semelhante a mim. Pelo amor, o contrário é ponte e a diversidade riqueza humana. O Amor não está preocupado em ser certo, mas em amar. Não se propõe a ganhar, apenas é.

O Amor é atemporal, infinito, não conceituável ou descritível, Ele é.

Como amar e conviver com o homem e seus mundos ? Como ser eu em meios aos outros ou como aceitar o outro apesar de ser o que sou ? Como discernir e se relacionar com tantos mundos, com tanta complexidade existencial ?

Olhe para Jesus, viva o evangelho e ame !

Caminhando,

Edgar.

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