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XÔÔÔ MORCEGO!!!! março 28, 2009

Posted by Carlos Barreto in Cartas, Devocionais, Evangelho, Reflexões.
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Vamos lá!…

Por natureza não gosto de discutir e nem de debater. Converso. Dialogo. Pondero. Mas não discuto.

Se o objeto da conversar me for algo definido pelo Evangelho, ouço e digo o que penso; em havendo acordo, ótimo; em não havendo, não tento convencer do contrário; pois vejo que esse era o modo de Jesus.

Ora, é esta minha total indisposição ao debate e à discussão o que me leva a [em dizendo o que eu pense] também aceitar que não aceitem o que digo; mas nem por causa disso fico disposto a discutir o tema.

Trato o pensamento diferente com a mesma tranqüilidade com a qual eu trato o meu. Obviamente isto tem a ver com os meus pensamentos, não com o que seja obvio como revelação de Jesus no Evangelho.

Hoje alguém me escreveu sugerindo que tudo o que eu escrevesse no site ficasse aberto a discussões, com minha participação permanente, discutindo ou esclarecendo, ou aceitando outra opinião a fim de melhorar a minha; e então, e só então, publicar o texto acrescentado por outras idéias, como um texto de todos; uma espécie de média ponderada dos crentes.

A frase dele: “Assim o Caminho da Graça não fica sendo um mero coadjuvante do que você diz”.

[A pessoa nem anda no Caminho da Graça, mas quer consertar de fora… rsrsrs].

“Coadjuvante” é a palavra que me chamou atenção.

Trata-se de uma palavra cada vez mais pertencente ao mundo do cinema ou do teatro, embora apenas signifique “cooperador” ou “apoiador” ou “auxiliar”.

Ou seja:

Para pessoas que se sentem “coadjuvantes” quando nem são ajudantes no amor, e que são as que pensem que uma coisa só faça sentido se elas disserem algo a ser incorporado ao trabalho ou texto ou atividade; digo: o melhor a fazer é entrar em um chat-eterno e discutir o Evangelho ou o mundo para sempre… E na Internet existem muitos ambientes de conversas eternas… de tão chatas que são nos chatos-chats que promovem.

São verdadeiros “masturbachats”.

Entretanto, devo dizer que os que se preocupam em não serem “meros coadjuvantes” são os que não estão andando comigo, pois, quem anda comigo sabe que ninguém é coadjuvante, pois, a Referencia é o Evangelho, e, a partir dele, todos são livres para ser quem são, mas apenas segundo o Evangelho.

O “coadjuvante” se sente assim…: com desejo de fazer o papel que ele considere “principal”.

Ou seja: aquele que se sente como “coadjuvante”, e, portanto, inferior [segundo o paganismo de suas ambições], quer apenas papel a interpretar; mas não quer trabalho e nem dom. Ele quer participar de você, pois, você é o papel que ele quer representar.

Conheço esta história faz tempo.

E mais: o que busca não ser “coadjuvante” é livre para sair à praça e pregar; é livre para botar a cara para fora e dizer o que desejar; afinal, a pessoa é livre…

O que não aceito é que a pessoa fique atrás do computador com coceira nos dedos, e, ao ver que escrevo e sou lido e ouvido, querer ser também ouvido pela minha voz, e, assim, pedir para não ser meu “coadjuvante”, como se isso fosse uma peça em um teatro, e eu fosse o dono do teatro, impedindo que outros expressem os seus talentos.

Ora, se existe um palco, o meu é a vida, e não é de hoje [e jamais me foi dado por homem ou instituição alguma]; e se existe público, ninguém o chamou para mim. Nem tampouco vieram porque eu tenha barganhado qualquer coisa.

Não peço que ninguém me leia ou me dê ouvidos. Mas quem dá, dá; quem entende, entende; e é apenas isto.

Eu nunca tive coadjuvante…, mas apenas cooperadores no Evangelho.

Os candidatos a “coadjuvante” eu não deixo nem chegarem perto. Já os conheço há anos. São doentes de alma. São invejosos. São oportunistas. Afinal, o negocio deles é pegar carona a fim de dizerem o que ninguém quer ouvir porque não tem relevância, exceto para eles.

Já os cooperadores são amigos; são pessoas que dizem: “É isso aí; é Evangelho!” — e, assim, ajudam a tornar real aquilo que crêem, e não há a pergunta sobre papeis; posto que creiam nas mesmas coisas.

Ora, ninguém estava dizendo nada…

“Depois de 1998 ficou um vácuo”… — é o que dizem.

Muitos líderes chegaram a se reunir mais de uma vez a fim de tratar do “vácuo do Caio”. Mas não sabiam que apenas tratavam do “sovaco do Caio”.

Tentaram encher o tal do vácuo [meu sovaco] como puderam com eles mesmos…

Mas não encheram…

Pois o vácuo não é o Caio e nem do Caio, mas sim um vácuo da Palavra.

O fato é que quem não tinha dobrado os joelhos à Baal, também não tinha tomado da espada para enfrentar os falsos profetas no Monte Carmelo.

Agora, que o fogo começa a cair…, eles se oferecem para fazer “gestão do fogo”!

Depois de 1998 foi assim:

Fiquei calado dois anos e meio…

Minha dor pessoal me bastava…

Enquanto isso escrevi e publiquei dois livros, e, depois, preguei na comunidade que minha mulher ajudava a pastorear, na Urca.

Veio o Café com Graça.

Veio o site em 2003.

Voltei a dizer as coisas que se tornaram públicas…

Botei a cara pra fora outra vez…

Apanhei.

Era chamado de tudo; de blasfemo a anticristo. Quase todos ficaram longe… Alguns até gostavam… Outros lamentavam, mas não diziam nada…

Então, devagar, Deus fez o que Ele mesmo quis; e, assim, a coisa foi crescendo…

Desse tempo em diante começaram os caras da “pós-produção”, que são os que encontram a trabalhão feito, editado e posto em forma inteligível, mas agora dizem: “Falta o Photo-shop”.

Essa história do “coadjuvante” é a mesma do púlpito.

Para o crente viciado, o púlpito é o lugar do papel principal. Portanto, crente com pânico de coadjuvância apenas crê que não seja coadjuvante se ele usar o púlpito para dizer o que pensa, pois, para esses, sem púlpito não há espaço para dizer nada.

De fato, parece que sem púlpito não há Palavra de Deus!

Ora, esses que acham que uma voz de Deus só se faz ouvir atrás de um púlpito, são os que pensam a pregação como um ato confinado ao lugar onde se ponha o púlpito. Até para a praça levam o tal do púlpito…

Já os cooperadores não têm tal fantasia e nem fetiche.

Os cooperadores cooperam com o Evangelho segundo sua fé em unanimidade com a Palavra. Portanto, os cooperadores apenas sabem que uns ensinam; outros aprendem; mas sabem mais ainda: sabem que só faz sentido se todos [os que ensinam e os que aprendem] viverem o Evangelho na vida, não em um lugar de encontro.

Voltando ao tema “eu como legião, por que seríamos muitos”… rsrsrs.

No passado todos achavam o máximo que eu dissesse o que eles não tinham coragem de dizer ou nem sabiam como. Foi assim por décadas.

Entretanto, depois de 1998 eu não podia nem dizer, aliás, as mesmas coisas de sempre; pois, tudo o que dissesse havia virado heresia. Eu era a heresia.

O site começou e levei pedrada durante três anos.

É ler e ver… Está registrado.

Então, devagar, a Palavra foi se impondo; e hoje milhões lêem todos os dias; convertem-se todos os dias; levam o Evangelho a serio todos os dias; e o grupo não para de crescer… Aleluia!

Então, os mesmos que até a pouco tempo somente batiam e falavam mal, ou até torciam contra, hoje me escrevem pedindo que eu não deixe que o povo me leve tão a sério assim; e dizem que estão preocupados com o fato que, outra vez, muita gente me leve a serio demais…

Respondo:

“Mano! Eu sou sério. Sempre fui. O Evangelho é serio. Sempre foi. E Jesus só lida com coisas que tenham a ver com a vida e a morte; portanto, Ele é sério. Por que você deseja que eu deva me tornar um palhaço?”

Assim, antes de 1998, a virtude da seriedade era minha…

Depois passou a ser minha culpa…

Hoje eles dizem que é minha culpa outra vez que muita gente esteja vendo, ouvindo, lendo e crendo… E dizem que seja por tal razão que me digam que eu deveria colocá-los na fita, pois, segundo eles, é muito perigoso que um homem só gere tanta resposta do povo.

Ora, eu mando essa moçada toda falar com Deus!

Mando que se queixem com Ele!

Sim! Digo: Queixem-se com Deus!

Afinal, quem foi que me trouxe até aqui? Ou será que não estou aqui quase que apesar de todos?

Outro pastor me escreveu:

“Caio, aqui na minha região a gente não pode mais falar nada contra o que você diga que o povo se revolta. Dê um jeito nisso. A gente tem que poder dizer as coisas também…”

Apenas disse:

“Diga conforme o Evangelho…, e ninguém contestará você! No mais, mano, não tenho como ajudar. Ou você quer o quê? Que eu não pregue o Evangelho a fim de que você tenha o conforto de anunciar o desevangelho?”

Portanto, não me molestem, pois, trago na alma as marcas da rejeição por apenas pregar o Evangelho a minha vida toda!

Ora, até as “razões” dos que me abominam ou abominaram de 1998 para cá, são todas ligadas ao Evangelho que preguei; e até contra mim mesmo, como aconteceu naquele período de dor e de acerto com a verdade.

Outro dia um pastor conhecido me escreveu preocupado que o que eu dizia estava sendo muito respeitado outra vez; e dizia: “Temo pela sua totemização outra vez!”

Ri-me dele…

“Totemização”, que era palavra apenas confinada aos círculos freudianos, desde “Totem e Tabu”, foi uma terminologia usada por mim em “O Enigma da Graça”, aplicando a idéia aos “amigos de Jó” em relação a ele; e, também, fazendo alusão ao que os meus “amigos” haviam feito de mim… até que…

Ora, quando houve o “até que…” em 1998, para eles, e, sobretudo, por causa deles, de Totem virei Tabu.

Bem, agora, sem memória, e atribuindo a mim uma amnésia total, eles me escrevem dando “conselhos” de como não deixar que o povo me ouça tanto!…

Eu digo:

Estou aqui contra quase tudo e todos, pois foi assim que reagiram e fizeram acontecer… Além disso, não pedi licença a ninguém para fazer nada; apenas fiz e faço, como foi a minha vida toda; e, portanto, me sinto no direito de apenas prosseguir como sempre andei: sem medo; pois, onde há fé não há medo. Também caminho sem nenhuma necessidade de consultoria para pregar o Evangelho, como, aliás, sempre fiz.

Afinal, se quando todas as coisas só eram rosas… eu já era assim; por que, então, agora, quando tudo são espinhos de incredulidade, deveria eu ser diferente?

Mas fariseu é sempre assim…

Se você apanha e eles são “piedosos”, não apedrejam você; mas também não defendem e nem interrompem o massacre. Entretanto, se você sobreviver ao apedrejamento e, posteriormente, muita gente vier a crer no seu testemunho da verdade do Evangelho — então, eles, os fariseus, querem virar os seus consultores de conduta e de idéias. E o argumento é um só: É perigoso ficar assim: falando e tanta gente ouvindo!

Fariseu não ama a Deus; ama sim a média que, em nome de Deus, se possa fazer com o povo.

Assim, outra vez digo: ninguém me moleste, pois, trago na alma e no corpo as marcas do Evangelho.

Portanto, digo aos morcegos:

“Fora! Aqui não tem carona! Vá chupar sangue em outro lugar!”

Deus sabe, no entanto, como sou ajudado todos os dias por milhares de pessoinhas boas e amadas, as quais apenas se regozijam no Evangelho, e ficam felizes com tudo quanto seja verdade Hoje.

Afinal, que é o “amanhã”?

Eu não conheço essa realidade.

Apenas vivo o Dia chamado Hoje; e é nele que sirvo a Deus de todo coração, respeitando carne e sangue com dignidade, mas não lhes fazendo consulta alguma; pois, quem tem o Evangelho não tem consultas a fazer, mas apenas uma vida a viver no espírito.

Nele, conforme o espírito que vejo em Paulo, que não fazia conferencias e nem consultava carne e sangue a fim de pregar a Palavra,

Caio

27 de março de 2009

Copacabana

RJ

Hoje faz cinco anos meu ganguruzinho, Lukas, partiu para a casa do Pai. Minha alma chora seu amor e meu espírito celebra sua alegria eterna.

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