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A Graça é a Lei do Caminho

“… Pela Graça sois salvos, por meio da fé, e isso não vem de vós, é Dom de Deus, não vem de obras, para que ninguém se glorie!” (Efésios 2:8-9):

A Graça e somente a Graça É e sempre será a base do nosso relacionamento com Deus.
Todavia, os cristãos se convertem a Jesus num dia, e no dia seguinte bancam sozinhos as transformações que julgam serem decorrentes dessa conversão. Chamam isso de Santidade pessoal.

Porém, santidade pessoal é fruto da entrega ao Amor Incondicional do Pai, e não uma nova base. Se há Graça, então, também há santidade, que é o fruto do Espírito em nós: “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne.”

Não há qualquer nova base de crescimento sobre a qual se constrói uma vida espiritual vitoriosa, pois tal esforço produz a obsessão de vencer por conta própria “o pecado que habita em mim”, segundo Paulo. E então a certeza da culpa nos deita nos braços do pecado. E não podendo sair desse ciclo infeliz, o cristão opta pela hipocrisia para aceitação no meio ‘santo’, opta pela performance para se destacar nesse meio, e prefere obedecer uma lista de regulamentos comportamentais para que fique ‘quite’ com sua consciência religiosa, que é pagã, ameninada, orgulhosa e meritória, por ser toda fundamentada em Justiça Própria.

A Lei da Graça inverte os pólos da Ética Religiosa: é o Descanso da Fé que desemboca na Obediência Amorosa, e não a obediência que gera o descanso. Tal obediência a Deus se expressa como resposta de gratidão daquele que recebeu consciência do amor de Deus: “Quem me ama, guarda os meus mandamentos; assim como eu amo o Pai e guardo os Seus mandamentos. E os mandamentos, são um: que vos amais uns aos outros, assim como eu vos amei.”

Uma vez interiorizada, a Conversão remove uma montanha infindável de culpas que foram abolidas em Cristo; não só as culpas decorrentes das ações praticadas, mas a culpa própria da minha essencialidade, porque eu sou pecador por natureza. Sendo assim, o Pecado que está abolido é o que eu sou, e não só o que eu faço, e até aquelas coisas que eu faço quanto mais culpa delas carrego, diminuem seu potencial destrutivo sobre mim, até findarem-se! Porém, essa inclinação do espírito só se inicia quando a pessoa se encontra em paz! Sem o peso da condenação, as compulsões começam a mudar de inclinação, surgindo – pela confiança, que vem da certeza em fé, de que está tudo pago – um outro pendor. Mas só se alcança isto quando se crê que a condenação acabou para sempre, na Cruz de Cristo.

Assim, santidade vem de sentir-se em paz na Graça, quando entendo pela FÉ que o que sou em Cristo, é o que vale; isto para que eu posso ir sendo…à medida em que cresço. Portanto, santificação é o apelido do crescimento da consciência na Graça dentro de nós.

Por que isso parece diferente do que chamamos santidade no meio cristão?

Porque nossa visão de santificação não é bíblica, é pagã e cheia de justiça própria. Sim, o que chamamos de santificação é exatamente aquilo que os fariseus ensinavam: ser zeloso da lei ou da lista, baseada em aparências e esforços próprios. “Santo”, para Jesus, é aquele que não julga o próximo; que anda mais de uma milha com o inimigo; que dá a capa para cobrir o frio do adversário; que não passa ao largo quando vê um homem caído na estrada; que dá água com amor aos irmãos… como se fosse o próprio Jesus quem bebesse; que veste o nu, abriga o órfão, acolhe o desamparado, abre a alma ao faminto, e não se esconde seu semelhante.

Sim, para ele, o santo é quem crê; é quem busca a verdade e a humildade.

Santidade, para Jesus, é simplicidade e gratidão. E, conforme Jesus, o santo é alguém livre para amar… Quanto mais santo se é, mais voltado se fica para o próximo e menos egoísta se torna o Ser. Por quê? Ora, porque aumentando a consciência na Graça, aumenta naquele que recebeu de Graça, a vontade de doar Graça.

E assim, a Graça opera a Lei do Amor: quem recebeu perdão, perdoa, quem recebeu graça, derrama graça, quem não foi julgado, porque Jesus foi julgado em seu lugar, esse tal não julga: “Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos as nossos devedores.

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