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O Encontro no Caminho

O que estou dizendo? Que nada valeu a pena? É claro que não! O que estou dizendo é que o mundo ainda não acabou, e que a cada nova geração os discípulos de Jesus têm, outra vez, a chance de viver o Evangelho, simples e puro, leve e livre, dissolvido em sabores sentidos, mas sem sede física de poder, sem qualquer mandão entre nós.
O mundo não acabou e a luz do mundo pode brilhar no mundo, não como uma ação oficial da igreja, mas como fruto da bondade misericordiosa de cada discípulo que não queira ser um agente especial da igreja, mas apenas um filho do amor de Deus solto nesta terra.

E não nos reuniremos mais?—é a pergunta angustiada de alguns. É claro que nos reuniremos sempre. Mas tais encontros não visam centralizar as forças, organizar as ações de poder, coordenar a produção dos ‘frutos’ e ‘divinizar’ a visão e a pregação do ‘método’; mas apenas renovar as alegrias da fé e da esperança, fortalecer o amor, e devolver as pessoas à vida com a simplicidade do sal e da luz. Ou seja: com sabor e boas obras.

De minha parte quero apenas ver os discípulos de Jesus crescendo em vida com Deus, em amizade clara e respeito uns para com os outros, em saúde relacional na vida. Gente descomplicada e desviciada de ‘igreja’, e com liberdade de escolhas pessoais, conforme a consciência de cada um e segundo a Verdade Absoluta que nos molda a mente conforme Sua vontade.

O ‘ajuntamento’ que chamamos igreja deve ser esse encontro, essa estação, esse lugar de bom ânimo e adoração. O ideal é que tais encontros gerem amizade, e que pela amizade as pessoas se ajudem; mas não apenas em razão de um certo espírito maçônico-comunitário, conforme se vê… ou porque se deu alguma contribuição financeira no lugar.

A verdadeira igreja não tem sócios ou associados… Tem apenas gente que se reúne e ajuda a manter a tudo aquilo que promove a Palavra na Terra.

Portanto, não se trata de um movimento ‘sacerdotal’, intimista e fechado; mas sim de um andar profético, aberto e contínuo…

E a escolha que se tem que fazer é essa: ou se quer uma ‘comunidade’ que existe em função de si mesma, e para dentro; ou se tem um ‘caminho de discípulos’, e que se encontram, mas que não fazem do encontro a razão de ser da vida.

Ao meu ver, no dia em que prevalecer o modelo do ‘caminho’, conforme Jesus no Evangelho, a vida vai arrebentar em flores e frutos entre nós e no mundo a nossa volta; e as pessoas serão sempre muito mais humanas e sadias.

Mas se continuar a prevalecer o modelo de igreja tal qual aqui tem sido denunciado, não se terá jamais nada além do que se teve nesses últimos dois mil anos… Nada diferente disso!

E para isto… para esta coisa… não tenho mais nenhuma energia para doar. Mas para a vida como caminho, ofereço meu coração mais jovem do que nunca.

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